Fotografo: Divulgação
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VLTS

O secretário Municipal de Mobilidade Urbana da Capital, Antenor de Figueiredo, deu sinal verde para a possível “troca” do novo modal de transporte público que atenderá – ou deveria atender -, a região Metropolitana da Cuiabá. De acordo com Figueiredo, a possibilidade de implantação do Bus Rapid Transport (BRT), no lugar do veículo leve sobre trilhos (VLT), será “bem vinda”. A declaração foi dada durante uma entrevista concedida ao programa Resumo do Dia na Câmara de Vereadores Cuiabá, ocorrida na última terça-feira (16).
 
“Excelente. Acho que seria no momento, que viria de anseio ao que nós estamos preparando. O BRT vai ser bem-vindo”, opinou ele.
 
O secretário Municipal de Mobilidade Urbana fez o comentário em virtude de uma entrevista concedida pelo governador Mauro Mendes (DEM), no dia 15 de abril, ao programa Jornal do Meio Dia. Na ocasião, o Chefe do Poder Executivo Estadual praticamente descartou a implantação do VLT – cujas obras estão paradas desde dezembro de 2014 -, e já adiantou que o Estado não terá recursos para bancar os custos de operação do serviço, que segundo ele podem chegar a R$ 80 milhões por ano.
 
Na mesma entrevista, Mendes informou que a região metropolitana precisa de um sistema de transporte “menos oneroso”, que o BRT é uma das opções, e revelou, ainda, que “certamente” irá procurar o pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que fez um estudo que demonstra que o BRT é mais “viável” do que o VLT.
 
Antenor de Figueiredo disse ainda que Cuiabá “precisa” do novo sistema de transporte, e finalizou afirmando que é necessário “preparar a Capital” para a instalação do novo modal.
 
LICITAÇÃO
 
O Secretário Municipal de Mobilidade Urbana também comentou a licitação do transporte público de Cuiabá. Hoje, as linhas de ônibus que atendem a Capital operam com contratos precários, ou seja, sem licitação.
 
Nesse sentido, Antenor de Figueiredo sugeriu que se o preço da passagem permanecer a R$ 3,85 os “investidores” podem não se interessar pelo negócio. O valor do bilhete era R$ 4,10 até o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) determinar, em 2 de abril desse ano, que o preço deveria diminuir em razão da redução do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para as empresas transportadoras, que caiu de 5% para 2%.
 
“Precisamos saber o que temos para oferecer às concessionárias. Como vamos atrair investidores para Cuiabá se nós não temos um ponto de partida? Qual é o valor de partida? É R$ 3,85 vai ser R$ 4,10. Vai ser a maior, vai ser a menor?”.