Fotografo: ALMT.
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Deputados

Na sessão plenária ordinária online, realizada nesta segunda-feira (6), o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) apresentou a Indicação nº1348/2020 ao governo do estado, com cópia à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, para suspender temporariamente a cobrança de empréstimos consignados (desconto em folha de pagamento) contraídos por servidores públicos de Mato Grosso. O prazo de prorrogação, a princípio, seria de dois meses ou enquanto perdurar a pandemia.

Recentemente, o governador Mauro Mendes (DEM) chegou a sinalizar a possibilidade de atrasos no pagamento dos salários dos servidores nos próximos meses (o do mês de abril teve garantia do governador de que será pago dia 10), devido à baixa arrecadação no último mês por conta do coronavírus. Muitas empresas e o comércio em geral estão fechados, e os estabelecimentos de serviços essenciais que estão em funcionamento têm regras rígidas a fim de evitar aglomerações. 

“Por isso, diante da grade crise econômica e sanitária que vivemos em decorrência da pandemia ocasionada pela covid-19, considerando os impactos negativos nas rendas familiares e na economia do Estado, apresentamos várias proposituras com o intuito de reduzir os danos e prejuízos financeiros e uma delas é essa, em que estamos pensando também no servidor público. Sou delegado de polícia e servidor de carreira e não poderia deixar de fazer essa sugestão ao governo do estado”, declarou Delegado Claudine

Para o deputado, com a prorrogação, os recursos que seriam para pagar os consignados, serão injetados na economia de Mato Grosso. “Para períodos de exceção, precisamos de exceção. Com a prorrogação dos consignados em folha, os servidores poderão utilizar esse recurso para aquisição de itens obrigatórios de sobrevivência e necessários para a busca de qualidade de vida em tempos tão adversos, tais como alimentos, medicamentos, materiais de limpeza, entre outros”, reforça. 

Por outro lado, o deputado alega ainda que, essa medida, vai contribuir com o aquecimento da economia local, pois os recursos financeiros previstos circularão diretamente no estado de Mato Grosso, ao invés de serem utilizados para o pagamento de dívidas neste período crítico. “Isso representará um alívio nas contas dos servidores e, ao mesmo tempo, tem um viés econômico porque essa medida fará aumentar a quantidade de moeda circulante no estado, pois os servidores terão um poder de compra maior e, desta forma, contribuir para reerguer o setor de comércio e serviço”, conclui o Delegado.