Fotografo: globo.com
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Flamengo

Intensidade certamente é umas das palavras mais usadas por Jorge Jesus e jogadores desde a chegada do treinador ao Flamengo. É também a palavra que melhor resume a atuação do time neste domingo, na goleada por 6 a 1 sobre o Goiás.
 
Um Flamengo objetivo, agressivo, que morde e não deixa o adversário respirar. Foi assim em pelo menos 80 dos 90 minutos jogados no Maracanã. A entrega e comprometimento dos jogadores chamaram a atenção desde o início e inflamaram os rubro-negros logo nas primeiras horas de domingo.
 
Flamengo acelerado
 
O Flamengo começou acelerado, com muita movimentação, e Diego alternando muito bem os papéis de segundo volante e armador centralizado. Em cinco minutos a equipe criou três grandes chances, sempre pela direita. Um parêntese: o estreante Rafinha é um tema à parte. Muito à vontade, parecia jogar há anos com a camisa rubro-negra. Chegou para tomar conta da lateral.
 
De volta ao jogo, aos 5 minutos o Flamengo saiu na frente com Arrascaeta, em jogada de Everton e assistência de Gabriel. Diego também estava no lance para finalizar. Uma mostra do que foi o time durante todo o jogo, atacando com qualidade e quantidade, sempre com muitos jogadores chegando à frente.
 
 
Jorge Jesus apontou que Rafinha ainda está longe de suas melhores condições físicas, mas estreia do lateral foi muito animadora — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo Jorge Jesus apontou que Rafinha ainda está longe de suas melhores condições físicas, mas estreia do lateral foi muito animadora — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Jorge Jesus apontou que Rafinha ainda está longe de suas melhores condições físicas, mas estreia do lateral foi muito animadora — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
 
Falha e sustos defensivos
 
O Maracanã explodiu, mas logo veio a ducha de água fria. O Goiás empatou em rara falha bizarra de Rodrigo Caio e quase virou em chute na trave de Michael. Foram quase 10 minutos de um time desatento, que expôs a dificuldade que o sistema defensivo vem encontrando em jogar com a última linha mais avançada. Foi assim contra o Athletico. E novamente o Flamengo levou sustos, neste domingo, levando bola nas costas de seus defensores.
 
Há ajustes a serem feitos na última linha, como reconheceu o próprio Jorge Jesus após o jogo .
 
Avalanche de gols no ritmo de Arrascaeta
 
Passado o susto, o Flamengo se recompôs e voltou a dominar completamente as ações. O time chegou a ter 82% de posse de bola e terminou a primeira etapa com 78%, de acordo com o scout da TV Globo. Trocou 222 passes, contra apenas 39 do Goiás. Isso, somente no primeiro tempo. Pressionado, o Esmeraldino teve muita dificuldade para sair jogando, pois rapidamente a equipe de Jorge Jesus recuperava a bola.
 
Arrascaeta: três gols, duas assistências, participação direta nos seis gols e, de quebra, maior pontuação da história do Cartola F.C: 37,70 — Foto: André Durão Arrascaeta: três gols, duas assistências, participação direta nos seis gols e, de quebra, maior pontuação da história do Cartola F.C: 37,70 — Foto: André Durão
Arrascaeta: três gols, duas assistências, participação direta nos seis gols e, de quebra, maior pontuação da história do Cartola F.C: 37,70 — Foto: André Durão
 
A superioridade, no entanto, demorou um pouco a refletir-se em gols. Mas no fim do primeiro tempo o Flamengo pagou com juros, com três gols em seis minutos – dois de Arrascaeta e um de Bruno Henrique. Dois deles em recuperações de bola. Uma avalanche, e o time foi para o intervalo vencendo por 4 a 1.
 
Flamengo não pisa no freio
 
Gabriel e Arrascaeta: entrosada, dupla brilhou no Maracanã — Foto: André Durão Gabriel e Arrascaeta: entrosada, dupla brilhou no Maracanã — Foto: André Durão
Gabriel e Arrascaeta: entrosada, dupla brilhou no Maracanã — Foto: André Durão
 
O segundo tempo foi um pouco menos intenso, mas o Flamengo não tirou o pé em momento algum. Comandado por Arrascaeta, que teve sua melhor atuação pelo Flamengo, o time seguiu agressivo. Criou inúmeras chances e marcou mais dois gols com Gabigol. O quinto, após longa troca de passes. Foram 28 finalizações – 21 delas, chances reais. O uruguaio participou diretamente dois seis gols rubro-negros no Maracanã
 
Na etapa final também não teve sustos, fora um contra-ataque em que Diego Alves cortou com os pés. Entregue, o Goiás não teve forças para ensaiar qualquer tipo de reação.
 
Fica a imagem de um Flamengo muito forte, que não depende mais de lampejos individuais. Coletivamente, os protagonistas se entenderam e o time deslanchou. Resta saber se foi um jogo fora da curva e o time voltará a oscilar ou se essa será a nova cara do Flamengo. A torcida espera que sim.